Seminário WOMANART #12 – Iumna Maria Simon (USP)

Breve resumo:
Graças a uma forma de tal modo complexa e ousada, subjetiva e social, individualista e coletiva, A Rosa do Povo, de Carlos Drummond de Andrade, uma rara obra–prima da literatura brasileira, revela tensões novas e impresssentidas que, até hoje, tentamos identificar e nomear, pois foram além do debate político e ideológico de sua época. “Nosso tempo”, pertencente a este livro, é um poema que expõe a luta contra o nazifascismo na Segunda Guerra e o desejo de uma sociedade livre e igualitária num país regido pelo fascismo interno, mas submetido ao avanço da ordem capitalista mundial. O dilaceramento dessa posição amalgama  significações extra-artísticas tanto da experiência local quanto da descrição da subordinação da vida, da memória e do passado  (na sociedade patriarcal brasileira ) ao mundo do negócio, numa forma poética experimental e política. Pretendo apresentar a configuração artística e poética dessa  noção de engajamento na sua complexidade impressionante e contraditória.


Nota biográfica:
IUMNA MARIA SIMON é Professora Sênior do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada  da  Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), professora associada da Universidade de Campinas (UNICAMP), pesquisadora do CNPq (Conselho Nacional de Pesquisa).Suas pesquisas e publicações focalizam assuntos relacionados à história, teoria e crítica da modernidade, do modernismo, da vanguarda, da poesia moderna e contemporânea. É autora. entre outros, de Drummond: uma poética do risco; Poesia Concreta  (em co-autoria com Vinicius Dantas); Território da Tradução (Org.); Poesias Completas de Álvares de Azevedo. Edição crític a (Org.); Modernidade e tradição na literatura brasileira: diversidades regionais (Org.). Seus ensaios recentes têm se concentrado nas dimensões históricas e estéticas da poesia brasileira contemporânea, dos anos 1950 à atualidade.      

Seminário WOMANART #11 Ana Cristina Silva

Breve resumo:

A apresentação e discussão do romance “As longas noites de Caxias” como ponto de partida para a análise do papel das mulher na resistência antifascista, mas igualmente na PIDE. A ficção como instrumento particularmente relevante preservar a memória, na medida que permita a apreensão de uma época com base em mecanismos cognitivos e emocionais.

Nota biográfica de Ana Cristina Silva:
Ana Cristina Silva nasceu em Lisboa e é docente universitária no ISPA-IU. Doutorada em Psicologia da Educação, Escreveu até ao momento 13 romances: Mariana, Todas as Cartas (2002), A Mulher Transparente (2003), Bela (2005), À Meia-luz (2006), As Fogueiras da Inquisição (2008), A Dama Negra da Ilha dos Escravos (2009), Crónica do Rei-Poeta Al-Mu’Tamid (2010) e Cartas Vermelhas(2011, selecionado como Livro do Ano pelo jornal Expresso e finalista do Prémio Literário Fernando Namora), O Rei do Monte Brasil (2012, finalista do Prémio SPA/RTP e do Prémio Literário Fernando Namora, e vencedor do prémio Urbano Tavares Rodrigues) e A Segunda Morte de Anna Karénina(2013, finalista do Prémio Literário Fernando Namora). Em 2017, A Noite não É Eterna venceu o Prémio Fernando Namora. Em 2018 publicou o romance Salvação com a Parsifal e já em 2019 foi publicado pela Planeta o romance As longas noites de Caxias.

Seminário WOMANART #10 – Simone Pereira Schmidt

Resumo: A pesquisa que inicio agora desenvolve-se em torno do tema das escritas de resistência por mulheres, nos países africanos de língua portuguesa, no Brasil e em Portugal (enfocando especialmente os períodos de autoritarismo de Estado: o colonialismo salazarista e a ditadura militar no Brasil). Tomando, portanto, como mote o tema da resistência, neste texto pretendo abordar algumas das principais contribuições epistemológicas e políticas que o feminismo tem a nos oferecer, particularmente em contextos históricos regressivos, como o que se apresenta no Brasil atual, entendendo a potencialidade de resistência e transformação que práticas e teorias feministas representam, desde sua origem. Nas escritas de autoria feminina que pretendo enfocar, ainda que brevemente, revelam-se questões passadas e presentes onde se intersectam gênero, raça, classe e etnia, fazendo ressoar vozes de resistência ao patriarcado, às tiranias, às violências

Nota biográfica: Simone Pereira Schmidt é Professora Titular da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Doutora em Teoria Literária pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e atua principalmente nos temas: estudos feministas e pós-coloniais/decoloniais, narrativas contemporâneas. Integra os seguintes grupos de pesquisa: Instituto de Estudos de Gênero (UFSC), LITERATUAL – Núcleo de Estudos de Literatura Atual; Estudos Feministas e Pós-Coloniais de Narrativas da Contemporaneidade (UFSC), Perspectivas pós-coloniais: literaturas e culturas em língua portuguesa (UFF) e Intersexualidades (Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa – Univ. Porto).

Seminário WOMANART #8 – Sara Reis Silva

Sara Reis da Silva é Professora Auxiliar na Universidade do Minho (Instituto de Educação). É doutorada em Literatura para a Infância pela mesma instituição com a tese Presença e Significado de Manuel António Pina na Literatura Portuguesa para a Infância e a Juventude, editada pela FCG/FCT (2013). Desenvolve a sua docência e investigação na área dos estudos literários e, em particular, da literatura de potencial recepção infanto-juvenil. Integra a equipa do projecto Gulbenkian – Casa da Leitura (www.casadaleitura.org). Participou no projecto de Reestruturação do Ensino Secundário em Timor-Leste, integrando a equipa responsável pela disciplina de Temas de Literatura e Cultura. É investigadora da Rede Temática “Las literaturas infantiles y juveniles del marco ibérico. Su influencia en la formacion literaria y lectora” (RED LIJMI – www.usc.es/lijmi).

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Seminário WOMANART #7 – Alice Santiago Faria

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Dia 08 de Março Alice Santiago Faria apresentou “Espaços do Império Português no masculino:  Mudanças e continuidades nas obras públicas coloniais séc. 19-20” no seminário WomanArt #7.

Alice Santiago Faria é licenciada em Arquitectura pela Universidade de Coimbra (1997) e doutorada em História de Arte pela Universidade de Paris I (2011). Investigadora integrada e coordenadora do grupo “As Artes a Expansão Portuguesa” no CHAM, FSCH, Universidade NOVA de Lisboa. Desde 2015 é membro do projecto “Pensando Goa” coordenado por Helder Garmes (USP, Brasil), financiado pela FAPESP. É membro da Comissão executiva do Grupo Internacional de Estudos da Imprensa Periódica Colonial do Império Português (GIEIPC-IP) desde 2016. Investigadora responsável, do projecto TechNetEMPIRE – Redes técnico-cientificas na formação do ambiente construído no Império português (1647-1871), financiado pela FCT,em parceria com a Universidade do Minho e a Universidade de Aveiro e com a co-coordenação de Renata M. Araújo. Estuda a estrutura, as actividades e as redes de circulação das Direções das Obras Públicas nos diferentes espaços coloniais portugueses no século XIX.

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Seminário WOMANART #6 – Gillian Snead

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No dia 25 de Janeiro tivemos a presença de Gillian Snead no seminários WOMANART #6. Gillian falou sobre gênero, subjetividade e resistência.

Gillian Sneed é doutoranda em História da Arte na City University, em Nova York. Seus interesses de pesquisa incluem arte contemporânea latino-americana, práticas de performance e media art de mulheres e conceitualismo global. Gillian escreveu para a AWARE Magazine, Women’s Art Journal, Flash Art International, Texte zur Kunst on-line e Art in America online. Além disso, ministrou cursos de arte moderna e contemporânea na New School Parsons, no City College of New York e no Museu de Arte Moderna.

 

Seminário WOMANART #5 – Susana Noronha

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Susana Noronha falou sobre histórias de cancro e mulheres resistentes no seminário WOMANART #5.

Susana Noronha é antropóloga, doutorada em sociologia, investigadora do  Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e autora  dos livros “A Tinta, a Mariposa e a Metástase: a arte como experiência, conhecimento e acção sobre o cancro de mama” (2009); “Objetos Feitos de Cancro: mulheres, cultura material e doença nas estórias da arte” (2015); “Cancro Sobre Papel: Estórias de oito mulheres Portuguesas entre palavra falada, arte e ciência escrita” (2019 – no prelo).

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